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INTERNACIONALIZAÇÃO DO QUE É NOSSO?

Não deve ser coincidência: ressurgem no mundo pressões orquestradas a favor de uma internacionalização dos nossos recursos naturais, na terra e no mar.

Petróleo: barril cravou novo recorde em Nova York, US$ 127, nesta segunda, 19 de maio. Na Bolsa de Valores de São Paulo, as ações da Petrobras subiram quase 4%, acumulando valorização de 110% nos últimos 12 meses.

E seu valor de mercado, no Brasil e no mundo, aproxima-se agora de US$ 300 bilhões, já maior que o da granítica Microsoft, da internet.

Faz sentido. Ela já é detentora, na Bacia de Campos, do terceiro maior campo de óleo e gás do mundo.

Resultado: o governo americano ensaia o relançamento da campanha diplomática de internacionalização da plataforma continental brasileira, de 200 milhas marítimas, que, agora se sabe, encharcada de petróleo.

Além de ressuscitar o movimento pela internacionalização da plataforma marítima, os Estados Unidos desengavetam a campanha pela internacionalização da Amazônia Brasileira.

Deu domingo no New York Times, sob o título de "De quem é a Amazônia, afinal?", o jornal mesmo responde: a Amazônia não pertence aos brasileiros. Pertence a todos nós, no mundo inteiro.

Bem, temos aí pelo menos dois pontos a ponderar. Primeiro: se a Amazônia é patrimônio da Humanidade, por que americanos e europeus nunca destinaram um único dólar aos programas brasileiros de preservação?

Segundo: se a troca de comando no Ministério do Meio Ambiente significa o princípio do fim do planeta Terra, é bom lembrar que o verdadeiro fim do mundo está no arsenal nuclear dos Estados Unidos, capaz de destruir 34 vezes a vida aqui na Terra.

Nesse tipo de diplomacia, bem que deveria haver um limite para tanta hipocrisia.

 

Fonte: Joelmirbeting.com.br




Escrito por jbsouto às 11h28
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O RECADO SERTANISTA

Um jornal americano (o The New York Times) e um inglês (o The Independent) reativaram nos últimos dias o pesadelo brasileiro com a soberania na Amazônia.

A pressão internacional é antiga. Com o passar dos anos, tem se tornado mais intensa. A acusação de que o Brasil não mostra capacidade para administrar aqueles 5 milhões de quilômetros quadrados – que significam 61% do território nacional – é biombo de interesses econômicos. Mas tudo é facilitado pelos governos que, sobre a questão amazônica, transitam da indiferença para a cumplicidade e vice-versa.

Agora que o assunto esquenta, é aconselhável repetir trechos da entrevista feita anos atrás, para a televisão, pela jornalista Paula Saldanha com Orlando Villas Bôas. Eis o ponto decisivo da conversa do sertanista falecido em 2002:

“Soube de fonte muito boa que 10 ou 15 ianomâmi estão na América aprendendo inglês (...) Essa gente volta liderando, falando inglês, com uma outra mentalidade. E o que eles vão fazer? Vão pedir um território ianomâmi desmembrado do Brasil e da Venezuela. E a ONU dará como tutora a América do Norte. Amor dos americanos pelos ianomâmi? Não, não senhor”.


Escrito por jbsouto às 09h53
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O FIM DA ERA NEOLIBERAL

Luiz Carlos Bresser-Pereira

Folha de S.Paulo, 21.4.2008

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O fracasso das reformas neoliberais em em promover o crescimento, a guerra do Iraque, e agora a crise bancária americana marcam o declínio dos Estados Unidos como hegemon e o fim da onda idelógica neoliberal.

CHEGOU AO fim a onda ideológica neoliberal que dominou o mundo nos últimos 30 anos no quadro da hegemonia americana.
Dois fatos ocorridos nas últimas semanas marcaram esse fim inglório; de um lado, o socorro do banco de investimento Bear Stearns; de outro, as revoltas populares em vários dos 33 países hoje seriamente atingidos pelo aumento dos preços dos alimentos. Essa ideologia reacionária que visava reformar o capitalismo global para fazê-lo voltar aos tempos do capitalismo liberal do século 19 revelou ter fôlego curto. E não poderia ser de outra forma, já que estava em contradição com os avanços políticos e institucionais que transformaram o Estado liberal do século 19 no Estado democrático e social da segunda metade do século 20.
Apoiada na hegemonia americana, a onda ideológica neoliberal teve início em 1980, com a eleição de Ronald Reagan, e chegou ao auge nos anos 1990, com o colapso da União Soviética, mas nos anos 2000 entrou em declínio. Três fatores contribuíram para a crise: 1) o fracasso das reformas e da macroeconomia neoliberais em promover o desenvolvimento econômico dos países periféricos que a aceitaram; 2) o desastre político e humano representado pela guerra contra o Iraque; e 3), mais recentemente, a grande crise bancária que a desregulamentação financeira facilitou.
Nos últimos dias, a intervenção para salvar um banco de investimento e a ameaça de fome causada pela elevação dos preços dos alimentos marcam definitivamente o fim da utopia neoliberal de uma sociedade regulada principalmente pelo mercado. Não preciso de maior argumentação para demonstrar por que o socorro do Bear Stearns tem esse sentido. Conforme afirmou na ocasião Martin Wolf abrindo seu artigo semanal, "lembre a sexta-feira, 14 de março de 2008: foi o dia em que o sonho de um capitalismo de livre mercado morreu". (Folha, 26/ 3/08). Engana-se, porém, Wolf em falar em "sonho". Trata-se antes de um pesadelo, porque, se é verdade que o mercado é um excelente alocador de recursos, mesmo nesse campo precisa de regulação para evitar instabilidade. Já em relação aos demais valores que a humanidade tão arduamente construiu, o mercado é cego, ignorando os princípios mais elementares de honestidade, proteção da natureza e justiça social.
Essa cegueira assumiu caráter dramático com a notícia de que as populações pobres de pelo menos 33 países estão ameaçadas de fome devido à alta dos preços dos elementos. Se a ideologia neoliberal dominante nestes últimos 30 anos não houvesse se encarregado de convencer os países pobres de que não precisavam de suas culturas de produtos alimentícios, de que era mais econômico especializar-se em alguma outra atividade (geralmente de valor adicionado per capita igualmente baixo) e importar seus alimentos básicos, os povos desses países não estariam agora em justa revolta.
Creio que existem boas razões para acreditarmos no desenvolvimento econômico e político dos povos. É absurda, porém, a ideologia que pretende alcançar o bem-estar econômico capitalista sem se beneficiar do desenvolvimento político democrático -sem contar com a ação corretiva e regulatória do Estado democrático e social que tão arduamente a sociedade moderna vem construindo e do qual faz parte um mercado livre mas regulado. Não teremos saudades do neoliberalismo.

 



Escrito por jbsouto às 17h12
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CONSELHEIRO GERAL DA NAÇÃO

Às vésperas de completar 80 anos, Antônio Delfim Netto continua trabalhando intensamente naquilo em que se especializou nos últimos 40: influenciar a política econômica nacional e, de quebra, alguns presidentes da República. Como ministro, trabalhou para três, todos da ditadura militar, ou do “regime autoritário”, como prefere dizer. A saber, Costa e Silva, Emílio Médici e João Figueiredo. Extra-oficialmente é difícil precisar quantos requisitaram seus conselhos. A lista é longa e inclui o atual ocupante do Palácio do Planalto. No começo de março, pouco antes de o governo lançar um minipacote para conter a valorização do real, Delfim esteve com Luiz Inácio Lula da Silva e um grupo de economistas. Ele disfarça. Diz que falaram do Corinthians.

De Lula, é só “inteligência privilegiada”, “salvador do capitalismo brasileiro”, “Darwin andando”. São alguns dos epítetos que lançou sobre o atual presidente. Já em relação ao antecessor, que conhece há meio século, Delfim exercita sua capacidade ofídica. “O tempo que (Fernando Henrique Cardoso) poderia ter aproveitado para fazer o desenvolvimento, ele aproveitou para se reeleger. E o que é pior: pra nada. Porque o segundo mandato foi mais lamentável que o primeiro.”

Paradoxos marcam a oitava década de vida de Delfim. O corpo em formato de pêra, as mãos bem cuidadas, o cabelo retinto, o bom humor e o estrabismo são os mesmos. Mas o ex-belzebu da esquerda é agora conselheiro de um presidente petista, dá longa entrevista para o blog do Zé Dirceu e chega a elogiar Karl Marx em artigos. Defende, com ênfase, os programas de transferência de renda do governo Lula e afirma que os direitos dos trabalhadores e a defesa do meio ambiente são definitivos. Por essas e outras, diz que o “viés de esquerda”, hoje em dia, virou sinal de trânsito.

Depois de não obter a reeleição para deputado federal, em 2006, poderia se esperar que Delfim, então com 78 anos, rumasse para a aposentadoria. Com um patrimônio declarado de R$ 2,1 milhões (principalmente em imóveis) e o direito a pensões obtido por passar décadas no serviço público, ele poderia confortavelmente se dedicar a ler mais livros de sua lendária biblioteca. Porém, a julgar pelo movimento de carros e pessoas no casarão que sua consultoria, a Idéias, ocupa no bairro do Pacaembu, o trabalho parece ter aumentado e não diminuído. Ao longo de um mês, Delfim profere pelo menos quatro palestras (a um preço apurado de R$ 10 mil cada), escreve uma porção de artigos, leciona algumas aulas e participa de várias reuniões com clientes e dos muitos conselhos para os quais foi nomeado ao longo da vida. Somam-se, ainda, as dezenas, se não centenas, de telefonemas. O economista está no topo da agenda de muitos colunistas, entre as chamadas “fontes jornalísticas” para os quais se deve ligar todo dia para trocar informações. Sim, trocar: quem dá mais recebe mais; quem não sabe nada, leva no máximo uma frase de efeito.

À revista PODER, Delfim falou por 52 minutos, no dia 18 de março, sobre o crescimento da economia brasileira e o impacto da crise nos Estados Unidos, sobre a eleição e os presidenciáveis para 2010, comparou governos e presidentes e até contou o que faz (e o que não) com seu dinheiro. Para facilitar a compreensão, a entrevista foi editada.

LULA
Ele tem uma inteligência absolutamente privilegiada. Eu acho que o Lula salvou o capitalismo brasileiro. Os economistas têm um vício terrível, de ignorar a distribuição de renda. O capitalismo é uma competição, uma guerra. O que você exige de mínimo para uma corrida ser honesta? Que todos tenham duas pernas. Construir um mecanismo que aumente a igualdade de oportunidades (programas de transferência de renda, como o Bolsa-Família) é fundamental para dar moralidade ao capitalismo. Se você não combinar esse sistema com o sufrágio universal, com a urna, termina muito mal.

O Lula conseguiu um fato elementar: aumentar a igualdade de oportunidades. É preciso que todos tenham a mesma oportunidade, senão vamos criar dois países. Isso não é garantia de resultado: é garantia de honestidade do ponto de partida. O homem é ele e suas circunstâncias, como dizia o nosso companheiro (Ortega y Gasset).

A idéia de que (os programas sociais) é assistencialismo é verdade. Só que é um assistencialismo que está montando uma porta de saída. É um assistencialismo que condiciona a educação, e agora, quando estende para as pessoas de 15 a 17 anos, está tentando colocar essa gente no mercado de trabalho. Há uma mudança de concepção. Essa é que é a contribuição do Lula. O Lula é um sobrevivente. O Lula é o Darwin andando. É um processo da seleção natural mesmo, e com uma vantagem: nunca leu Karl Marx.

Não adianta estar com ilusão: quando você entrega tudo para o economista, faz uma política economicista, sem levar em conta esses aspectos (as desigualdades), vem a urna e corrige. Nem (Hugo) Chávez, nem (Evo) Morales, nem (Rafael) Correa são acidentes. São tentativas de correções. O problema é que o sufrágio universal não garante correções na direção certa.

Quanto ao sucesso econômico, Lula foi muito honesto. A última frase dele é realmente sensacional: “Eu, mais uma mãozinha de Deus…”. E é nessa ordem mesmo.

FHC e a POLÍTICA ECONÔMICA
O país estava falido em 2002. Fernando Henrique entregou o país com a inflação rodando a 30% (ao ano), com as exportações crescendo a 4,5% (ao ano), com a dívida externa crescendo a 6,5% (ao ano), e US$ 17 bilhões de reservas. Tanto que para o Fernando iria ser “Lula, o Breve”: em seis meses ia ter inflação em 100%, ele ia ter de voltar ao Fundo Monetário, e o Fernando ia ser chamado de volta para salvar o Brasil. O que aconteceu de 2002 para 2003? Durante oito anos de Fernando, a exportação cresceu 4,5%, no primeiro ano Lula, cresceu 22%. Houve uma explosão no mundo, houve o aparecimento da China, da Índia… Essa é que é a “mãozinha de Deus”. E hoje você está em uma situação de bonança que é quase inacreditável. Você está com reservas de US$ 193 bilhões, está com as exportações crescendo de 17% a 18% (ao ano), felizmente as importações estão crescendo a 45%, de tal forma que esse superávit comercial vai diminuir mesmo. O que melhorou, na verdade, foi isso, o resto não mudou nada. Nem sequer a política cambial é melhor do que a anterior. Foram três coisas:

1) Primeiro, foi essa atitude de reconhecer que existe um negócio que nós temos de mudar; ainda que não vá poder dar, com a velocidade que se quer, a igualdade de oportunidades, as pessoas têm de ter a consciência de que está caminhando nessa direção, que é pra aceitar a política econômica. (No governo Fernando Henrique) não tinha sequer a concepção, era um negócio de atender pobre, pobre que o próprio governo estava construindo com uma política econômica devastadora;

2) Segundo, foi a “mãozinha de Deus”;

3) Terceiro, foi o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento); o PAC colocou outra vez na mesa o problema do desenvolvimento. Fazia praticamente 20 anos que ninguém falava em desenvolvimento; o PAC aumentou o investimento público. Não é apenas o governo federal: o Aécio (Neves) está fazendo a mesma coisa, o (José) Serra está fazendo a mesma coisa. As pessoas não estão entendendo que está havendo um aumento do investimento público em infra-estrutura, e o efeito multiplicador do investimento público é muito importante.

O Fernando gastou um tempo imenso na reeleição (para aprovar a emenda constitucional) e com métodos heterodoxos. O tempo que ele poderia ter aproveitado para fazer o desenvolvimento, ele aproveitou para se reeleger. E o que é pior: pra nada. Porque o segundo mandato foi mais lamentável que o primeiro. Ele fez algumas coisas que foram importantes. A contribuição, talvez, mais importante foi a ordem nas finanças estaduais – é claro que ninguém passa oito anos sem fazer alguma coisa, seria um escândalo maior do que foi.

2010 e o CRESCIMENTO DA ECONOMIA
Desde os anos 40 estudos empíricos mostram o seguinte: o fator mais importante na eleição é o fator econômico. O presidente (Lula) terá uma importância muito grande na eleição. Se ele vai eleger (o sucessor), não sei. Mas ele vai ter uma importância muito grande se o Brasil continuar crescendo 5% a 6% ao ano, como tudo indica que vai continuar. Quais são os dois fatores que podem abortar o crescimento? É a crise energética e a crise em contas correntes. Os dois fatores, na minha opinião, estão mais ou menos resolvidos. Mesmo com a crise americana, você tem US$ 193 bilhões de reservas, e isso permite quatro anos de besteiras, que é o tempo pra comer isso, ou permite quatro anos de uma política melhor do que a atual.

(Quanto à) crise energética, a mãozinha de Deus deu mais uma ajudada (voltou a chover), o que prova que a nacionalidade dele é correta. Em menos de 12 meses, ele provou três vezes a sua preferência: com (os campos de petróleo de) Tupi, Júpiter e água. Em 2009, eu acho que você não terá mais surpresas porque o governo levou um susto dos diabos. Você poderia ter um problema de gás, porque a Petrobras é a única empresa em estado quântico, ela pode vender a mesma molécula para dois sujeitos, garantindo que vai entregar (em referência ao gás combustível prometido aos taxistas). Mas hoje os tais navios de gás liquefeito estarão no Brasil antes do fim do ano, 2009 eu acho que está superado. Co-geração vai ter um papel importantíssimo, o governo acordou, está deixando o pessoal do bagaço (de cana) entrar direto na linha, você tem aí guardados 3 mil a 4 mil megawatts que podem ser utilizados.

OS PRESIDENCIÁVEIS
Você tem o Ciro (Gomes), você tem o Serra, você tem o Aécio, você tem a Dilma (Rousseff), você tem o Patrus Ananias.

Dilma é, na minha opinião, a mais eficiente ministra do governo. Ela mostrou que tem uma capacidade administrativa muito grande. E mostrou mais: se livrou do viés que teve no passado. Era um viés antiprivatista, e com uma certa razão. Há uma assimetria de informação, o sujeito que vai disputar uma concorrência sabe muito mais do que o governo sobre a concorrência, e o que é pior, ele não conta para o governo; e segundo, você não tinha mecanismos de proteger o consumidor. A concorrência dos sete trechos das estradas federais fez cair a ficha: existem mecanismos de leilão desenvolvidos pelos economistas que tornam possível reduzir essa assimetria de informação, obrigam o sujeito a contar o que ele sabe e ainda protegem o consumidor. Esta é a grande revolução do governo, é a grande mudança do governo Lula do segundo mandato. Está trazendo os investimentos privados. Não estão acontecendo na velocidade que a gente gostaria porque não há projeto.

O Patrus é o outro lado, do aumento da igualdade de oportunidades. O governo dispõe de dois vetores, mas muito menos visíveis que os dois vetores da oposição.

Aécio e Serra estão fazendo uma administração de muito boa qualidade, os dois estão procurando enfrentar os problemas. Mas São Paulo tem muito mais problemas. Esse problema do trânsito de São Paulo, por exemplo, é uma tragédia e vai desabar em cima do governo, queira ou não queira, não tem como fugir dele. O Serra está fazendo um bom governo. O Aécio está fazendo um bom governo. Agora, o PSDB é uma coisa insondável.

O Ciro corre por fora. O Ciro tem um recall. Tem algumas idéias com um certo charme, tem algumas outras com menos charme, mas eu acho que ele está posto. O Ciro não é um azarão, o Ciro é uma coisa estranha, de vez em quando ele tropeça nele mesmo. Se não tropeçar nele mesmo, a coisa do Ciro é muito mais séria do que parece. Ele tem uma mensagem que fala à sociedade.

A Dilma nunca foi submetida a uma eleição. O Jânio (Quadros) me dizia: “Delfim, ganha a eleição quem foi mais ouvido”. Pega o Mitterand: uma vez, duas vezes, três vezes, na quarta vez se elege. É por acumulação. O tal recall é uma somatória de recalls (de várias eleições). Aqui você tem dois que têm um recall enorme, o Serra e o Aécio estão colocados aí há oito, 12 anos. Foram submetidos a duas, três eleições. Essa acumulação persiste. Eu acho que eles têm essa vantagem. No governo, o Patrus tem um recall local, não tem um recall nacional. Ele leva certamente uma desvantagem nesse processo. Mas tem uma vantagem, que é o carro com o motor funcionando que poderá movê-lo.

O BRASIL NO MUNDO
Eu acho que o Brasil tem todas as condições de continuar crescendo entre 5% e 6% ao ano, porque os fatores que abortam o crescimento não vão aparecer. O Brasil poderá ter muitas surpresas, mas eu acho que o Lula está prevenindo a maior de todas as surpresas, que é a eventual queda dos preços dos produtos agrícolas e minerais que são exportados. Esse programa exportador industrial que está sendo montado pelo Miguel Jorge (ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) se destina a começar a construir de novo um setor exportador industrial enérgico.

A hipótese da OMC (Organização Mundial do Comércio) é a mais indecente de todas: “Para o Brasil, a agricultura e o minério, para a Índia, os serviços, e para a China, a indústria”. Banana pra eles! Nós vamos ter, daqui a 25 anos, de 240 a 250 milhões de habitantes, teremos de dar emprego para 140 milhões de brasileiros entre 15 e 65 anos, ninguém vai fazer isso com exportação agrícola e mineral. Nós somos vítimas de um complexo malthusiano. O progresso tecnológico nesses dois setores economiza mão-de-obra e economiza terra.

A hipótese da OMC (Organização Mundial do Comércio) é a mais indecente de todas: “Para o Brasil, a agricultura e o minério, para a Índia, os serviços, e para a China, a indústria”. Banana pra eles! Nós vamos ter, daqui a 25 anos, de 240 a 250 milhões de habitantes, teremos de dar emprego para 140 milhões de brasileiros entre 15 e 65 anos, ninguém vai fazer isso com exportação agrícola e mineral. Nós somos vítimas de um complexo malthusiano. O progresso tecnológico nesses dois setores economiza mão-de-obra e economiza terra.

DIREITOS ADQUIRIDOS
Hoje, duas coisas são conquistas: a defesa do meio ambiente pode até ser exagerada, mas é um negócio definitivo. Eu, quando era moleque nas ruas do Cambuci, matava passarinho e comia o passarinho. Hoje, qualquer criança, se você contar isso, tem de ir para um psiquiatra. E a segunda é que não tem mais jeito de você retirar direito dos trabalhadores. Você tem de permitir que eles negociem os seus direitos, sob a proteção da lei. O Brasil conseguiu isso com o velho jeitinho. Tudo no Brasil é negociável. Você vai para a Justiça do Trabalho e negocia tudo. É por isso que o Brasil tem um sistema muito mais flexível do que parece.

REAL X DÓLAR
Perguntaram para ele (Warren Buffett): “Como você ganhou US$ 100 milhões com o real?” E ele: “É que tem uns idiotas lá embaixo (no Brasil)”. Esse é um problema que vem desde o primeiro mandato do Fernando Henrique, que teve de fazer 22% de juro real durante quatro anos para manter o real valorizado. Qual a razão de pagar essa taxa de juros? “Ah, se não pagar esses juros os bancos brasileiros não financiam (a dívida pública)”. Vão aplicar onde? Vão ter de aplicar no setor privado a taxas ainda mais baixas. Tudo isso é uma das maiores mistificações em nome da ciência econômica já construídas.

APLICANDO DINHEIRO
Eu nunca comprei uma ação. Eu não tenho nenhuma atração por ações. Eu reconheço que, no longo prazo, a bolsa é a melhor aplicação. Você tem uns 100 anos de experiência bem registrada mostrando que a bolsa dá uns 3% real acima dos outros investimentos no longo prazo. Quem aplica em bolsa tem de estudar, tem de prestar atenção. Quem não tem tempo pra isso é melhor comprar um “fundinho” (cotas de fundo de investimento).

LEITURAS
Entender o mundo de hoje, pra mim, é procurar entender como ele funciona economicamente. Não creio que haja algum livro-chave hoje em dia para isso. Dos livros do passado, eu diria que está tudo em Adam Smith, desde que você leia os dois: Teoria dos Sentimentos Morais e A Riqueza das Nações. Está tudo lá. No Adam Smith o agente era um agente moral. Ele inventou um observador que era uma coisa interna do sujeito, ele tinha uma moralidade implícita, como se fosse um imperativo categórico. O observador invisível estava dentro de você. A nossa crise é produto da imoralidade de funcionamento do sistema. O sistema financeiro nasceu para servir a economia real, mas ele se apropriou da economia real. Qual é a única regra moral do sistema financeiro? O maior lucro possível, no menor tempo possível, para obter o maior bônus possível e correr para aplicar em papéis do Tesouro americano.

Fonte: Revista Poder



Escrito por jbsouto às 10h24
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O SILÊNCIO E A CALUNIA

28/03/2008 12:17:46

Mino Carta

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Pergunto aos leitores: em qual país democrático e civilizado a saída de um jornalista do peso de Paulo Henrique Amorim de um portal da importância do iG seria ignorada pelo resto da mídia? Na imprensa, a notícia só mereceu uma lacônica nota na Folha de S.Paulo, no vídeo o registro pela TV Senado de um discurso do senador Inácio Arruda, do PCdoB do Ceará, a lamentar o episódio e solidarizar-se com Amorim.

E o episódio não somente é muito grave, mas também altamente representativo da prepotência dos senhores, acobertados pelos seus sabujos midiáticos. O espetáculo da tartufaria não é surpreendente. Não cabe espanto, sequer um leve assomo de perplexidade. Tudo normal, na Terra brasilis, tão distante, tadinha, da contemporaneidade do mundo. Porque não há país democrático e civilizado onde o abrupto afastamento de um profissional tão honrado e competente quanto Amorim não teria repercussão na mídia, imediata e profunda.

Não faltaria a busca das razões que levaram o iG a agir de forma tão violenta, ao tirar Conversa Afiada do ar sem aviso prévio, ao lacrar o computador do jornalista e enxotar o pessoal da equipe da sede do portal. Bastaria este comportamento para justificar a repulsa da categoria em peso e a investigação dos interesses envolvidos, necessariamente graúdos.

Pelo contrário, ouviu-se clangoroso silêncio, quase a insinuar que, se a mídia não o noticia, o fato não aconteceu. Que diria Hannah Arendt ao verificar que no Brasil há cada vez menos “homens dispostos a dizer o que acontece e que acontece porque é”, de sorte a garantir “a sobrevivência humana”?

Pois o fato se deu, e não se exigem esforços mentais einsteinianos para entender que os donos do iG (Brasil Telecom, Fundos e Daniel Dantas) decidiram abandonar Amorim ao seu destino. Não é difícil também enxergar como pano de fundo o projeto de fundir Brasil Telecom com Oi, a ser executado com o apoio do BNDES, e portanto do governo federal, a configurar mais um clássico do capitalismo sem risco de marca tipicamente brasileira.

Ocorre-me comparar o mutismo atual diante de um fato tão chocante com a indignação midiática que, recentemente, submergiu a campanha de ações movidas em juízo por fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus contra a jornalista Elvira Lobato, da Folha de S.Paulo, autora de reportagem sobre o êxito empresarial da Iurd. Não está claro até o momento se o Altíssimo acudiu o bispo Macedo e seus prosélitos, mas é certo que, se o fez, ou o fizer, terá de enfrentar a ira da mídia nativa.

Foi um coro de manifestações a favor da liberdade de expressão ameaçada, um rosário de editoriais candentes, de colunas vitriólicas, de comunicados de entidades representativas da categoria. A saber, Fenaj, ABI, ANJ, Abraji, sem contar a associação dos correspondentes estrangeiros (OPC). Ah, sim, a famosa liberdade de imprensa. A mídia verde-amarela não hesita em defendê-la, quando lhe convém. Permito-me concluir que, no caso de Paulo Henrique Amorim, não lhe convém.

Recordo episódio similar que me diz respeito. A minha saída de Veja em fevereiro de 1976. Vai às livrarias na segunda 31, lançado em Curitiba, um livro de memórias de Karlos Rischbieter, presidente da Caixa Econômica Federal no começo do governo do ditador de plantão Ernesto Geisel, depois transferido para a presidência do Banco do Brasil e enfim ministro da Fazenda de outro plantonista, João Batista Figueiredo. Ficou por um ano, saiu contestando as políticas que a ditadura pretendia levar adiante.

Escreve Rischbieter em um dos capítulos:

“No começo de 1975 deu entrada na Caixa um pedido de financiamento do Grupo Abril. O pedido era de um financiamento que equivalia a 50 milhões de dólares, para consolidação de várias dívidas, em grande parte em moeda estrangeira. O pedido foi analisado pelo pessoal competente, recebeu parecer positivo e foi aprovado pela diretoria. Mas faltava a aprovação do Governo. E Armando Falcão, ministro da Justiça e guardião dos “valores revolucionários” vetou o financiamento com o argumento de que a Veja, carro-chefe das publicações do grupo, e que tinha como diretor Mino Carta, era sistematicamente antigoverno. Em seu livro autobiográfico, O Castelo de Âmbar, Mino conta com detalhes o episódio que culminou com sua saída do Grupo Abril. Eu tentei, no meio da discussão, convencer o general Golbery a assumir o controle da situação e convencer o presidente a vetar o veto do ministro da Justiça. Mas foi em vão. O empréstimo só foi aprovado quando Mino Carta deixou a Veja no começo de 1976”.

In illo tempore colegas de profissão também silenciaram, com exceção do jornal do sindicato paulista. Em compensação, alguns insinuavam, quando não afirmavam, que eu prestava serviço ao chefe da Casa Civil, Golbery do Couto e Silva, quem sabe em troca de vantagens financeiras. Tempos depois, em 1979, Figueiredo no poder, um célebre jornalista escreveu um texto na Folha de S.Paulo intitulado “De João a Mino, os donos do poder”. João Figueiredo, está claro. Apresentava-se ali a seguinte tese: “Lá na outra ponta do bonapartismo, em versão microscópica e virulenta, está o jornalista Mino Carta, mini-representante do mandonismo local, que apoderou-se da abertura política concebida e instrumentada pelo general Golbery do Couto e Silva, seu amigo e aparente protetor, para pontificar sobre o que é certo ou errado”.

Vinte anos depois, em 1999, outro jornalista de larga nomeada escreveu um livro para recuperar o tempo perdido e disse que eu fui demitido da Veja. Nada disso, esta é a versão do patrão. Eu me demiti, para não ter de levar as moedas da Editora Abril, e não seriam trinta dinheiros. Mas, desde a eleição de Lula em 2002, há quem sustente, periódica e inexoravelmente, que CartaCapital está a serviço do governo. Eis aí, inúmeros jornalistas nativos não conseguem imaginar um colega digno que não se porte igual a eles.


Escrito por jbsouto às 18h35
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BOLSA FAMÍLIA

Hillary quer implantar Bolsa Família nos EUA se eleita
Natuza Nery
Direto de Nova York (redação Terra)

Segundo lugar na corrida democrata para conquistar a indicação do partido nas eleições gerais dos Estados Unidos em novembro, a pré-candidata Hillary Clinton guarda em seu programa de governo uma boa notícia para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva: apoiará o programa Bolsa Família caso seja eleita.

A menção ao programa, uma das principais bandeiras sociais do governo Lula, é encarada pela ex-primeira-dama como prioridade para diminuir a pobreza no continente. Em sua plataforma eleitoral para a América Latina, Hillary escreve, na primeira pessoa, sobre a necessidade de reconstruir as relações de seu país com as nações da região.

"Eu vou apoiar programas que dão às famílias poder para construírem seus próprios futuros, como o Bolsa Família do Brasil", afirma a senadora de Nova York. "Essas idéias de combate à pobreza podem ser colocadas em prática aqui, na nossa casa", acrescenta.

No documento oficial em que Hillary Clinton menciona o Brasil, há quatro prioridades prometidas pela pré-candidata à Casa Branca: estimular governos democráticos na América Latina; contribuir para reduzir a desigualdade social da região em 50% até 2015; combater mudanças climáticas e fazer a reforma da imigração nos EUA.

"Isso significa um reconhecimento da importância do Brasil e apoio à sua agenda social. O apoio dela ao Bolsa Família mostra que os programs sociais do governo são mais criticados no Brasil do que fora", afirma Cristina Pecequilo, doutora em Política Internacional pela USP e especialista em eleições nos EUA.

Se eleita, a senadora propõe criar o Fundo de Investimento Social e o Fundo de Desenvolvimento Econômico para as Américas, iniciativas defendidas por Lula desde seu primeiro mandato.




Escrito por jbsouto às 20h43
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O GRANDE NEGÓCIO DAS UNIVERSIDADES


A aprovação do menino João Victor, de 8 anos, no vestibular de Direito da Unip trouxe à tona o que todo mundo sabe e o Ministério da Educação - este e o de FHC - diz sempre que está fiscalizando e nunca está.

Os vestibulares de universidades privadas transformaram-se em meras redações para apenas atestar o ingresso do estudante de forma legal caso - repito, caso - o Ministério da Educação venha a solicitar a prova.

Como esta prova é apenas solicitada na hipótese escandalosa de um menino de 8 anos ter acesso a ela e passar, o exército de estudantes aprovados e cursando a maioria das universidades privadas jamais passou pelo crivo intelectual do acesso.

Lembremos a velha e batita frase do Barão de Itararé: ou restaura-se a moralidade ou locupletam-se todos. Ou acaba-se com o vestibular privado ou façamos dele realmente uma prova.

No entanto, nenhum governo parece ter interesse em incomodar o grande comércio das universidades privadas.

A cada eleição, os donos do ensino aparecem como protagonistas de financiamento de campanhas ou até mesmo candidatos a vice de políticos importantes.

Esses senhores, há muito tempo, constituem um lobby, uma bancada, um poder.

Como também as universidades tornaram-se grandes anunciantes, a grande imprensa pouco insiste neste tema - latente para o jornalismo investigativo, caso este existisse no Brasil.

No Chile, existe.

Sugiro a leitura das 669 páginas do livro "El negocio de las universidades en Chile", da veterana e premiada jornalista María Olivia Mönckeberg.

Em 2003 e 2005, María Olivia publicou, respectivamente, "El imperio da Opus Dei en Chile" e " La privatización de las universidades - una historia de dinero, poder e influencias", este indicado ao premio Altazor.

María Olivia explica em seus livros o porquê de andarmos nas ruas de Santiago, a todo instante, vigiados pelos olhares de moças e rapazes dos out-doors de publicidade das universidades. É impressionante. As universidades são um dos maiores anunciantes do país.

Em seu livro, a jornalista explica todas as ligações políticas, financeiras e sobretudo religiosas que, ao longo do tempo, fizeram dos donos do ensino os mais poderosos do Chile.

A jornalista faz um alerta: "De forma crescente, foram incorporados (ao mercado de estudantes-clientes) aqueles de famílias menos favorecidas financeiramente, que se endividam para conseguir um titulo profissional que - se supõe - os fará melhorar sua situação socioeconomicano futuro". Segundo María Olivia, diante do nível precário de ensino, isso se constitui pura ilusão.

Seu trabalho vai além, traz um "quem é quem" em todo o mercado de ensino do Chile, nomeando os verdadeiros proprietários dessas instituições. E diz com todas as letras o interesse desses senhores e dessas instituições supostamente sem fins lucrativos: assaltar o caixa do Estado.

Há tempo o Brasil está merecendo um trabalho como este.

"El negocio de las universidades en Chile" María Olivia Mönckeberg Editora Debate 669 págs.(sem tradução no Brasil)

Fonte: jofe.blig.ig.com.br



Escrito por jbsouto às 19h13
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E AGORA MINO CARTA?

CartaCapital é acusada de usar documentos falsos em matéria

Redação Portal IMPRENSA

A reportagem publicada em 15 de janeiro de 2008 pela revista semanal CartaCapital, que falava sobre a convocação do jogador Ricardo Izecson Santos Leite, o Kaká, para prestar esclarecimentos sobre suas relações com Estevam Hernandes Filho e Sonia Haddad Moraes Hernandes, líderes da Igreja Renascer em Cristo, pode ter sido baseada em documentos falsos.

A Justiça paulista confirmou oficialmente que os documentos não existem depois que o advogado do casal, Luiz Flávio Borges D´Urso, pediu esclarecimentos sobre a reportagem. Com o título de "Fé, Família e Dinheiro", CartaCapital afirmava que o promotor paulista Marcelo Mendroni, em ofício enviado à Justiça de Milão, na Itália, queria que Kaká esclarecesse quais eram suas relações com os líderes da igreja Renascer. À Justiça, o promotor Mendroni disse que "o que não está nos autos, não está no mundo", afirmando que não fez o pedido que a revista publicou.

A semanal publicou cópia fotográfica do documento que teria sido enviado à Justiça italiana. O texto descrevia que o apoio pessoal do jogador Kaká à família Hernandes tinha despertado o interesse da Justiça brasileira, e que, por isso, Mendroni teria mandado um ofício à Itália, pedindo que Kaká prestasse depoimento como testemunha e esclarecesse o grau de amizade e relação com Estevam e Sônia Hernandes.

O texto ainda especulava que a opção religiosa de Kaká não era bem vista pela mãe de Caroline, sua esposa, Rosangela Lyra, e que Rosangela nunca teria aceitado completamente a conversão de Caroline à Renascer.

A reportagem repercutiu amplamente dentro e fora do país. A Igreja Renascer e a assessoria de imprensa do jogador Kaká desmentiram as informações e disseram que não foram procurados pela revista para comentar o ocorrido. CartaCapital disse que todas as informações da reportagem foram checadas e apuradas com outras fontes. "Se você tivesse um documento importante e oficial como a petição de um promotor para investigar as relações de Kaká com a Renascer, você o entrevistaria antes?", justificou o autor do texto, o jornalista Paolo Manzo.

Em entrevista ao site Consultor Jurídico, Manzo disse que "o promotor Mendroni confirmou a existência do ofício e disse que ele seria encaminhado pela segunda vez à Justiça italiana, porque da primeira vez o documento voltou por um erro formal". Ele garante que esteve com o promotor, que confirmou a autenticidade do documento. E que Mendroni assinou o pedido de esclarecimento.

A revista afirmou que usou informações do promotor Marcelo Mendroni e outras de domínio público, apuradas pela Folha de S.Paulo e pelo jornal italiano La Gazetta dello Sport. No site da CartaCapital, o repórter disse que seu único engano foi atribuir o cargo de juiz ao promotor Marcelo Mendroni. "Tudo que escrevi é autêntico", disse.

Em seu site, a revista também publicou: "CartaCapital faz questão de acentuar que o promotor, embora não desminta a autenticidade do documento publicado há duas semanas, não foi fonte da revista, não procurou a imprensa e não deu entrevistas sobre o assunto a quem quer que seja."

Em entrevista ao Portal IMPRENSA, Sergio Lirio, redator-chefe da CartaCapital, declarou que em setembro do ano passado, as perguntas foram enviadas ao Ministério Público de São Paulo, que as repassou ao Ministério da Justiça brasileiro. Este recebeu a solicitação em português, mas como iria para a Itália, deveria estar em italiano. Após as mudanças necessárias, o Ministério da Justiça afirmou que não havia nenhum problema na solicitação.

"O documento não é falso, ele existe e está no Ministério da Justiça. Tivemos uma respostas do Ministério Público afirmando que o documento foi enviado à Promotoria em Milão. E nossa matéria nunca acusou Kaká, apenas sugerimos que o jogador esclarecesse os fatos", explicou Lirio.

D´Urso diz que está tomando todas as providências jurídicas cabíveis. Ele já pediu que os fatos sejam investigados. "Tudo o que foi noticiado não tem qualquer fundamento. Simplesmente não existe. Por conta disso, vamos tomar todas as providências cabíveis contra quem de direito, já que foi causado enorme constrangimento para o casal Hernandes e obviamente para o próprio Kaká", disse o advogado à reportagem da revista ConJur.

Líderes da igreja Renascer em Cristo, que tem 2 milhões de seguidores e 1,2 mil templos, Sônia e Estevam Hernandes cumprem pena de dez meses de prisão nos Estados Unidos por entrarem irregularmente com US$ 56 mil no país. No Brasil, os dois são processados por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e estelionato. O promotor Mendroni é acusado de perseguir sistematicamente o casal.



Escrito por jbsouto às 14h16
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UTILIDADE PÚBLICA

Citix: rede social para o espaço urbano

Utilidade pública, prevenção do crime, cultura, serviços. Citix é o espaço público pela ótica dos habitantes. Em www.citix.net todos podem entender o que está acontecendo em sua cidade e ao mesmo tempo contribuir acrescentando mais informações. Tudo isso de forma simples e direta; basta marcar um ponto no mapa, contar sua história e ajudar a construir um cenário real sobre a cidade em que vive. O sistema foi criado pelo C.E.S.A.R -Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife- contando com apoio decisivo do Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco.

Citix é inovação totalmente baseada em conceitos Web 2.0. Um mashup (aplicações web que usam conteúdo de mais de uma fonte para criar um novo serviço completo) entre ferramentas de georeferenciamento e redes sociais, oferecendo arquitetura de participação para a coletividade na geração do conteúdo, na própria execução do projeto e para o ambiente de negócios. O objetivo é trocar informações por meio de uma grande teia envolvendo eventos simultâneos de uma cidade, que vão desde acontecimentos culturais até o registro de ocorrências policiais, incorporando-se ao movimento internacional de prevenção de crimes (crime prevention).

Segundo o gerente de negócios do C.E.S.A.R André Araújo, a parceria com o MPF, a partir de junho de 2007, foi o grande incentivo para desenvolver o software a serviço da comunidade, algo relevante para a sociedade. "O Ministério Público Federal nos trouxe o desafio, deu suporte, referências e idéias e, através do Garage, projeto de intra-empreendedorismo do C.E.S.A.R, esperamos dar uma contribuição efetiva à sociedade com o que sabemos fazer melhor: inovação", afirma.

Para o procurador da República Marcos Antônio da Silva Costa, uma cidade equilibrada e harmônica, com taxas de criminalidade sob controle, é tarefa que requer a convergência, ao longo de uma geração, de esforços cooperativos de todos os segmentos da sociedade. "O Citix, fruto de uma feliz convergência do C.E.S.A.R e do MPF, objetiva contribuir para o esforço de prevenção de crimes no Brasil. Descentralizado e marcado pela cooperação interinstitucional, o Citix casa os conceitos de tecnologia, rede sociais, prevenção de crimes e 'cidades seguras/saudáveis', com uma especial ênfase na socialização da informação, seguindo as recomendações das Nações Unidas e do movimento internacional de prevenção de crimes em vários países", explica. Costa ainda acrescenta que nessa iniciativa colaborativa cria-se o ambiente para que a informação sobre os fatores positivos e negativos da cidade possa gerar crítica, reflexão e ação dos mais diversos atores, públicos ou privados.

Serviço: citix.net

O C.E.S.A.R - O Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife é um instituto privado de inovação que cria produtos, processos, serviços e empresas usando Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Atuando há mais de 10 anos em âmbito nacional e internacional, o C.E.S.A.R interliga centros de inovação numa rede de conhecimento que realiza projetos de desenvolvimento conectados ao futuro, com qualidade e agilidade.



Escrito por jbsouto às 16h33
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PREFEITO PAULISTANO TERÁ OLHEIROS

Redação CartaCapital Uma régua para medir a distância entre as promessas dos políticos e suas realizações. Na terça-feira 19, a Câmara dos Vereadores de São Paulo aprovou e integrou à Lei Orgânica do Município o chamado Programa de Metas, que obriga o prefeito a detalhar o seu plano de governo e a prestar contas a cada seis meses.
A partir do próximo mandato, o prefeito eleito terá 90 dias para apresentar metas quantitativas de atuação em cada região da cidade. As propostas deverão ser discutidas em audiências públicas no mês seguinte. E, a cada semestre, deverá divulgar os indicadores de desempenho.

O projeto foi elaborado pelo Movimento Nossa São Paulo, do qual participam 400 organizações. No entender de um dos coordenadores da ONG, Oded Grajew, a aprovação de 54 entre 55 vereadores é uma vitória: “Este não é um projeto corporativo, nem partidário. É de interesse público e a aprovação demonstra que quando a sociedade se articula, é possível mudar”.

Grajew explica que o objetivo é que esse instrumento de apresentação e prestação de contas da administração pública se expanda pelo Brasil. “Gostaríamos que fosse adotado em todas as cidades, estados e também no governo federal”, disse a CartaCapital. Os jornais noticiaram que o Programa de Metas não estabelece punição em caso de descumprimento, com o que ele discorda: “Tudo estará mais visível e mensurável. Se o prefeito descumprir o Programa de Metas, além de politicamente correr um risco enorme, poderá ser acusado de improbidade administrativa”.

Ainda de acordo com Grajew, quatro candidatos à prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin, Marta Suplicy, Gilberto Kassab e Soninha, tomaram conhecimento do Programa de Metas e o apoiaram.

Ele finaliza com uma promessa, que não parece depender de metas para ser cumprida: “O Movimento Nossa São Paulo veio para ficar. Não é uma campanha pontual, não é um Cansei. Somos um movimento e vamos acompanhar de perto tudo isso”.

P.S. E em Rosadolândia será que algum dia teremos algum movimento dessa natureza.



Escrito por jbsouto às 17h53
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A ILUSÃO DA DÍVIDA EXTERNA

Coluna Econômica - 25/02/2008

Primeiro, vamos definir melhor o que vem a ser essa história de “zerar a dívida externa brasileira”, motivo de muita comemoração na sexta-feira passada.

A dívida externa pública fechou 2007 em US$ 70,1 bilhões, enquanto a privada ficou em US$ 127,6 bilhões. Como lembra o economista Sérgio Vale, da MB Associados, a dívida pública já estava quitada desde maio de 2007.

De qualquer modo, para ter tranqüilidade, o pais precisa dispor de reservas em dólares para garantir a quitação de ambas as dívidas. De acordo com projeções da consultoria, em 2008, a dívida externa pública deve recuar, enquanto as empresas devem ampliar os financiamentos no exterior para novos investimentos. A dívida pública deve ficar em US$ 65 bilhões, enquanto a privada deve ir para US$ 145 bilhões. A dívida total deve chegar a US$ 210 bilhões, próximo ao que o pais vai ter de reserva ao longo do ano, diz ele.

***

É garantia se segurança externa? De fato, não.

O passivo externo líquido – que considera, além da dívida externa líquida, os investimentos estrangeiros no Brasil – tem crescido consideravelmente, saltando de US$ 297 bilhões em 2004 para US$ 472 bilhões até o primeiro semestre de 2007.

Em dezembro do ano passado, a carteira de investimentos estrangeiros em ativos variáveis chegou a US$ 214 bilhões – 77,4% em ações e 19% em renda fixa e títulos públicos. É um dinheiro que pode ser retirado a qualquer momento, dependendo da vontade do freguês. Levando em conta esse valor, o passivo externo de curto prazo brasileiro é de US$ 210 bilhões, estima a economia Daniela Prates, do Departamento de Economia da Unicamp.

Como existe muito investimento estrangeiro em carteira variável, em caso de agravamento da crise parte desses recursos irão para fora.

***

E aí se entra na estratégia equivocada do Banco Central e do Ministério da Fazenda.

Há duas maneiras de se analisar as contas externas: pelo critério de fluxos (o que entra e sai em dólares) e pelo critério de estoques (dívida x reservas cambiais).

A economia brasileira ficou blindada contra a crise quando o fluxo cambial tornou-se positivo, garantido pela balança comercial. O saldo comercial é o que dá segurança, que garante maior receita para o pais, maior emprego e é menos volátil (isto é, está menos sujeito a mudanças de humores do mercado).

Desde o Real o Banco Central tem insistido em derrubar o valor do dólar, encarecendo o preço dos produtos brasileiros no exterior. A cada ano que passa vão caindo os saldos comerciais.

Mais que isso: o país paga um preço terrível, com a produção nacional sendo substituída por importados e as exportações dependendo cada vez mais de produtos primários.

***

O que poder segurar a queda do dólar é o receio dos investidores externos com a proximidade da hora da verdade (o momento em que o fluxo cambial ficar negativo). Ao acumular reservas cambiais, o pais paga um custo altíssimo (já que tem que adquirir dólares com a emissão de títulos públicos). E essa reserva excessiva dá uma sobrevida ao movimento especulativo dos que ganham bilhões.

As reservas não resolvem, e ajudam a agravar o problema futuro do pais.

Incluir no mailing



enviada por Luis Nassif

Escrito por jbsouto às 21h01
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CONFLITOS POR ÁGUA DOCE

Gilberto Dupas

O Estado de S.Paulo, 19.1.2008

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Na medida em se torna globalmente mais escassa, a água doce deixa de ser considerada um bem público. De acordo com o poder dos diferentes grupos, ela se torna propriedade cada vez mais privada e menos comum, gerando um grave conflito ecológico distributivo. No caso do Brasil, a complexa e pouco aprofundada polêmica sobre a transposição das águas do Rio São Francisco é um importante ensaio inicial sobre essa questão.

Os severos estragos que a poluição por resíduos químicos e o aquecimento planetário estão fazendo nos estoques mundiais de água doce os colocam como prioridade na discussão estratégica sobre poder - e pode abrir imensas oportunidades para a América do Sul. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), já há mais de 1 bilhão de pessoas no planeta com severa carência de água potável; e vários cenários internacionais consideram que a disputa pelo acesso a ela poderá conduzir a inúmeros conflitos regionais. Uma pesquisa feita pela CIA, pelo Ministério de Defesa britânico e pela PriceWaterhouseCoopers prevê várias possibilidades de futuras guerras por água no Oriente Médio, Ásia e África subsaariana. Na Europa, enquanto bilhões de euros são gastos na despoluição dos seus rios, cresce o mercado de importação desse líquido vital. A água doce não poluída de superfície já não é suficiente para atender à população dos EUA. Mais grave ainda é a situação das águas subterrâneas, envenenadas progressivamente por produtos químicos e bactérias, pela marcha da industrialização. A redução da disponibilidade de água já está gerando pesadas disputas naquele país. Os consumidores consideram-na um bem público essencial à saúde e à vida. Já os fornecedores negam qualquer relação entre acesso à água potável e temas como direitos humanos e questões sociais. Em busca de novas possíveis fontes de água, a atenção dos norte-americanos volta-se para o sul do continente. Alguns especialistas detectam estar-se moldando uma Doutrina Monroe ambiental, segundo a qual os recursos naturais do Hemisfério devem levar em conta as prioridades dos EUA. O México, com situação ainda tranqüila, pode vir a ser o primeiro a ser pressionado.

Esse quadro crítico, no entanto, se inverte na América do Sul, onde a água doce ainda é abundante. Com 12% da população mundial, possuímos 47% das reservas de água globais, e boa parte delas se encontra submersa. Às grandes Bacias do Amazonas, do Orenoco e do Prata, mais inúmeros rios, lagos e estuários, se somam aqüíferos de grande porte, entre os quais o Guarani - o terceiro maior do mundo -, espalhado pelos territórios do Brasil, do Paraguai, do Uruguai e da Argentina. Muitos estudiosos acreditam que quem controlar os recursos ambientais da tríplice fronteira - o que inclui aquele aqüífero - terá a seu dispor matérias-primas essenciais para a manutenção da vida e para a sustentabilidade de processos produtivos geradores de desenvolvimento econômico e social em amplas áreas do Cone Sul.

Quanto à exportação de água, é preciso lembrar que sua forma mais eficaz ocorrerá de maneira crescente por via indireta, por meio de alimentos e produtos industrializados que a utilizem em seu processo produtivo. São necessários 1.650 litros de água para produzir 1 kg de soja, 1.900 para 1 kg de arroz, 3.500 para 1 kg de aves e 15 mil para 1 kg de carne bovina. O mesmo ocorre com produtos industrializados. São 10 litros de água para 1 de gasolina, 95 para 1 kg de aço, 324 para 1 kg de papel e 600 litros para 1 kg de cana-de-açúcar voltada para a produção de etanol. Como se vê, a importação de grãos e matérias-primas é a maneira mais eficiente para os países com déficit hídrico importarem água em larga escala daqueles que a têm. A América do Sul, obviamente, ainda não tem condição de “precificar” a escassez futura de água no mundo, mas precisa zelar vigorosamente pela qualidade de seus estoques e considerar estrategicamente quanto quer comprometer de suas reservas num quadro global de escassez que poderá elevar consideravelmente o preço futuro desses produtos. No caso dos industrializados, a água agrega ainda mais valor em função do maior preço. Se esses fatores não forem adequadamente incluídos nos preços, a divisão internacional do trabalho e da produção poderá impor mais uma vez restrições futuras importantes aos países sul-americanos.

Há quem chame também a atenção para eventuais ações norte-americanas na América do Sul. Estudo realizado por John Ackerman, do Air Command and Staff College da US Air Force, diz: “Nós (EUA) deveremos passar progressivamente da guerra contra o terrorismo para o novo conceito de segurança sustentável.” E cita, como motivações para intervenções armadas, secas, crises da água e eventos meteorológicos extremos. O Center for Naval Analysis, em relatório recente, asseverou que “a mudança climática é uma realidade e os EUA, bem como o Exército, precisam se preparar para as suas conseqüências”. Na mesma perspectiva, o Plano do Exército Argentino 2025 vê “a possibilidade de conflito com outros Estados pela posse de recursos naturais”, com destaque para o Aqüífero Guarani, como o problema que mais tem possibilidades de conduzir a conflitos bélico com vizinhos. E afirma que o país “deverá desenvolver organizações militares com capacidade para defender a nação de um inimigo convencional superior”, incluindo a organização de resistência civil.

Como vemos, a América do Sul pode ter na escassez da água doce global uma enorme vantagem mundial, ou meter-se em encrencas internas e hemisféricas. Tudo depende de bom senso, visão estratégica e articulação conjunta entre os países da região. Essa é uma oportunidade preciosa, num mundo que caminha para difíceis impasses.



Escrito por jbsouto às 15h16
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A OCASIÃO FAZ O CARTÃO

Por Edmar Mello


Nem juiz de futebol
Quer usar mais o cartão
Pra não ser associado
A sua fama de ladrão
E falta só vai valer
Se o jogador morrer
E se for da seleção

Até cartão de visita
Ninguém quer apresentar
Com medo que alguém pergunte
É pra crédito ou pra sacar?
E quem usa logo avisa
Esse aqui nem é da Visa
E nem serve pra comprar

Já tão dando até presente
Sem acompanhar cartão
Boate não usa mais
Nem para consumação
Pois o dinheiro de plástico
Tanto útil quanto prático
Hoje virou um palavrão

E o medo dessa palavra
Já virou obsessão
Essa crise é maior
Do que qualquer apagão
E até cartão de embarque
É motivo de achaque
Nas viagens de avião

Falam até em diferença
Entre o cartão do PT
E o usado em São Paulo
Pelo PSDB
Se tudo é corporativo
Usado até sem motivo
A CPI é pra que?



Escrito por jbsouto às 16h06
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MALANDRAGEM

A Polícia Federal alerta os internautas, que nas últimas semanas, estão sendo enviadas mensagens eletrônicas em nome do órgão. As falsas mensagens informam que o usuário haveria navegado em sites clandestinos e que isso resultaria em abertura de inquérito policial. Depois pedem para "clicar" em um link anexado a mensagem. Ao clicar, no entanto, o computador pode ser infectado por vírus e programas espiões.
A PF alerta que não envia mensagens eletrônicas para apuração de denúncias e nem para abertura de investigação. O único meio de contato com a Polícia Federal por e-mail é por meio do endereço da Divisão de Comunicação Social (dcs@dpf.gov.br), que pode ser usado para o encaminhamento de dúvidas, reclamações e sugestões.

A orientação é que se receber a mensagem suspeita, essa deve ser imediatamente apagada para evitar que sejam instalados programas maliciosos.


Escrito por jbsouto às 18h06
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MONSENHOR TABOSA

Poema de PAULO MENDES CAMPOS
Porto da Lontra, Bandeira,
Pau dos Ferros, Murici,
Afogados da Ingazeira,
Angival do Piauí,
Cordisburgo, Viradouro,
Borborema, Derramado,
Orizona, Miradouro,
Lins, São José do Calçado.
Aquidabã, Harmonia,
Unistaldo, Venturosa,
Arapongas, Ventania,
Betim, Monsenhor Tabosa.
Peixe Gordo, Herval, Cedral,
Pio IX, Orós, Orinhos,
São José do Goiabal,
Oliveira dos Brejinhos.
Tiririca, Quipapá,
Xaxim, Xanxerê, Juti,
Itapipoca, Uauá,
Bossoroca, Cariri.
Pratinha, Porto da Farra,
8uriti, Buritizeiro,
Descalvado, Balsa, Barra,
Monte Carmelo, Pinheiro.
Bexiga, Matacacheta,
Quintana, Jucururu,
Lidice, Malacacheta,
Descanso, Jucurutu.
Santa Cruz, Santa Isabel,
Santa Inês, Santa Maria,
São José, São Gabriel,
Santo Antônio d' Alegria.
Três Marias, Caridade,
Três Vendas, Três Corações,
Dois Vizinhos, Piedade,
Brejo das Almas, Perdões.
Duas Antas, Descoberto,
Galiléia, Ladainha,
Arroio do Sal, Deserto,
Não-me-Toque, Invernadinha.
Cruz de Malta, Pindorama,
Brodósqui, Brusque, Buíque,
Nova Europa, Cosmorama,
Massaroca, Xique-Xique.
Luzerna, Exu, Campanário,
Dores do Turvo, Anajás,
Cocal da Telha, Ladário,
Montes Claros de Goiás.
Tutóia, Touros, Mutum,
Amargosa, Chapéu d'Uvas,
Porto Tigre, Catanduvas,
Divino, Witmarsum.
Tiradentes, Campo Belo,
Itororó, Capinzal,
Rajada, Monte Castelo,
Cacha Pregos, Tremendal.
Óbidos, Nova Friburgo,
Nova Granada, Londrina,
Nova lorque, Novo Hamburgo,
Califórnia, Palestina.
Rio Azul, Rio Negrinho,
Rio Pomba, Igaratinga,
Paraúna, Aterradinho,
Rio Tinto, Caratinga.
Corrente de Ouro, Encantado,
Flórida, Manhã, Planura,
Arcos, Alegre, Eldorado,
Grã-Mogol, Flores, Fartura.
Taió, Arroio dos Ratos,
Ponte Serrada, Sombrio,
Garças, Aragarças, Patos,
Andorinha, Cabo Frio.
Caravelas, Água Branca,
Estaca Zero, Fundão,
Caracol, Passagem Franca,
Cacimbinhas, Gavião.
Canhotinho, Passo Fundo,
Turvo, Quixeramobim,
Passa Tempo, Acaba Mundo,
Relógio, Votorantim.
Josezinho, Juramento,
Veadeiro, Santaluz,
Chorozinho, Nova Trento,
Querência, Primeira Cruz.
Pilar, Pindamonhangaba,
Pampão, Santa Fé do Sul,
Glorinha, Curuçambaba,
Chopinzinho, Serro Azul.




Escrito por jbsouto às 09h48
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